Fatores de risco para ansiedade no confinamento

Atualizado: Mai 15



Sentimento humano normal, a ansiedade é uma resposta emocional natural a situação de ameaça ou perigo, que nos coloca em estado de tensão e produz reações como agitação, taquicardia e sudorese, entre outras. No entanto quando esta resposta se torna frequente e intensa, interferindo no trabalho, relações sociais e familiares, o impacto negativo na qualidade de vida pode ser significativo e é necessário fazer algo a respeito.


Segundo a OMS o Brasil é o país que tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: são 18,6 milhões de brasileiros, o que corresponde à 9,3% da população, que convivem com este quadro (segundo reportagem do Estadão). Na atual situação que vivemos, com significativas mudanças impostas pelo confinamento, a ansiedade pode se manifestar de forma mais intensa e é importante estarmos atentos às nossas próprias reações, sentimentos e modos de nos relacionarmos com os outros.


Confira alguns fatores de risco aos quais devemos prestar atenção.


  • Desorganização da rotina: incapacidade de organizar seu tempo e realizar as tarefas do dia a dia ligadas ao trabalho, tarefas domésticas e cuidados com os filhos pode indicar um nível alto de ansiedade, que por sua vez provoca ainda mais ansiedade.


  • Procrastinação: adiar tarefas necessárias e até perder prazos no trabalho é uma atitude que eventualmente pode acontecer com qualquer pessoa. Entretanto isso pode se tornar um problema quando é recorrente, gerando sentimento de culpa, vergonha, baixa autoestima e ansiedade.

  • Não dividir tarefas: comportamento diverso dos anteriores, a dificuldade em dividir e delegar tarefas provoca sobrecarga e estresse, sendo um importante gerador de ansiedade.


  • Má alimentação e sedentarismo: por favorecer a obesidade e contribuir para o surgimento de doenças estes são comportamentos ansiogênicos.


  • Excesso de informações: para muitas pessoas as notícias negativas, que colocam em evidência as dificuldades presentes e futuras, como as redes sociais e suas postagens de vidas perfeitas, são grandes geradores de ansiedade. Assim, é importante selecionar e restringir o consumo de informações, ainda mais em tempos de quarentena.


  • Mau uso da tecnologia: na luta contra a ansiedade o celular, computador e outros gadgets podem ser tanto aliados como inimigos. Quando a tecnologia nos afasta das pessoas é hora de repensar seus hábitos.


  • Falta de prazer: em meio a rotina da vida diária é imprescindível reservar tempo para fazer o que gosta, como fazer algum hobby, conversar com amigos ou ver um bom filme. Reinventar momentos de lazer na quarentena é essencial para tornar a vida mais leve e menos estressante.

Esses são apenas alguns fatores de risco para ansiedade. Existem outros como doenças, traumas, fobias, obsessões, excesso de cansaço, insônia e dificuldades de socialização, que são igualmente relevantes.


O mais importante é você aprender mais sobre si, seus desejos, suas vontades e a partir daí construir seu melhor caminho. A vida das outras pessoas pode servir como inspiração, nunca como um objetivo a ser alcançado. O primeiro passo é você conseguir identificar nas suas relações, trabalho, rotina e modo de vida aquilo que lhe tira energia e causa ansiedade. O segundo é modificar atitudes e comportamentos para uma melhor qualidade de vida.


Para superar as dificuldades deste processo muitas vezes é essencial contar com ajuda, sendo indicada a psicoterapia.


Ser ansioso(a) não é uma característica que nasce com você, mas é aprendida no modo de vivenciar suas experiências, sendo que um profissional qualificado saberá lhe ajudar a avaliar a situação, identificar e modificar padrões de sentimentos e comportamentos que prejudicam a sua saúde.


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